Sonetto de fidelitate

Soneto de fidelidade
Sonetto de fidelitate
(Per Vinicius de Moraes, eminente poeta brasiliano)
De tudo, ao meu amor serei atento
De toto, al mio amor serai attento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Antea, et con tal zelo, et sempre, et tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Que mesmo in facie del major incantamento
Dele se encante mais meu pensamento
D’ illo se incantae plus mi pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
Voleo viver lo in cata van momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
Et in su laude hai de expander mi canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Rider mi riso et effunder mi plancto
Ao seu pesar ou seu contentamento
Al suo suffrer aut su contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Assi, quando plus tarde me procurae
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Forsan la morte, angustia de qui vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Forsan la solitud’, fin de qui ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Super l’ amor (que habui), que ego dicea
Que não seja imortal, posto que é chama
Non que sia immortal, post qu’ illo est flamma
Mas que seja infinito enquanto dure.
Ma que sia infinit’ durant’ que durae.
Copyright © Parla Interlingua Romanica