La pluvia pluve

A chuva chove
La pluvia pluve

FERNANDO PESSOA (13.06.1888-30.11.1935)
Eminente poeta portugese. Traduction a Romanica per Carlos Alberto Da Silva Santos


A chuva chove mansamente... como um sono
La pluvia pluve calmamente... como un somno

que tranqüilize, pacifique, resserene...
que tranquilizae, pacificae, reserenae...

A chuva chove mansamente... Que abandono!
La pluvia pluve calmamente... Que abandono!

A chuva é a música de um poema de Verlaine.
La pluvia est musica de un poema per Verlaine.
  
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Me veni un sonio de una vespera solemne,

em certo paço, já sem data e já sem dono...
in un castello, jam sin data et jam sin domino...

Véspera triste como a noite, que envenene
Vespera triste qua la nocte, que invenenae

a alma, evocando coisas líricas de outono...
l' an'ma, evocando cosas lyricas de autumno...
  
Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
In un castello, multo longe, in terra estrania,

com muita névoa pelos ombros da montanha...
de nubes plen' circum le acumen de l' montania...

Paço de imensos corredores espectrais,
Domo de immensos corridores spectrales,

onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
ubi murmuraen, ancianos organos, arias mortas,

enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
durant' que l' vento, strepitando per las portas,

revira in-fólios, cancioneiros e missais.
revolve in-folios, cantionarios et missales.
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